quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Que vergonha, Galo!


Amigos, senti vergonha do Atlético na noite desta quarta feira.

Como torcedor fui dormir frustado, chateado, envergonhado com os episódios lamentáveis protagonizados dentro e fora de campo.

Já foi esdrúxula a apresentação contra o Atlético Acreano, com o Galo avançando de fase apenas graças ao ridículo regulamente que privilegia o time mais forte com a vantagem do empate. O time de Rio Branco não achou um gol e nada mais. Deu sufoco o jogo inteiro, acertou a trave, trocou mais passes e se mostrou mais organizado em campo.

Jogou para se classificar e se tivesse obtido a vaga não seria nenhuma injustiça. Não é, infelizmente, exagero. Nós vimos um Galo esperando ansioso por qualquer chance de Otero levar perigo em uma bola parada ou se atendo aos irritantes lançamentos e bolas esticadas sem critério.

A troca de passes, quando houve, foi inofensiva e inoperante.

O juiz poderia ter marcados os dois pênaltis reclamados na coletiva do sr Oswaldo? Poderia. O Atlético poderia ter jogado minimamente mais para sacramentar uma vitória e a classificação de forma digna contra um time da Série C, que joga um estadual contra vários time semiamadores e com folha salarial menor que os vencimentos de qualquer reserva nosso? Deveria!

Não tem explicação. E o pior é que o técnico não quis explicar.

Depois de reclamar feito uma criança à beira do campo do tempo de acréscimos dado pelo juiz preferiu ao final do jogo combater os fatos com uma análise rasa e exclusiva. Afinal só ele viu o Atlético criando chances nos dois tempos, atacando pelos lados e com fatores positivos para se levar dessa noite pífia...

Mais descontrolado que o time que ele comanda, Oswaldo de Oliveira reservou o pior para o final. Na coletiva protagonizou as cenas deprimentes ao partir pra cima do jornalista Leo Gomide, da Rádio Inconfidência, após discordar da análise do profissional, impedi-lo de concluir sua pergunta e alegando ter ouvido um palavrão, proferir vários, em meio a transmissão ao vivo por parte de diversos veículos em rede nacional inclusive.

Ficou claro que o clima nada amigável entre os dois não é de hoje. Oswaldo tem o direito de não gostar das perguntas desse e qualquer outro repórter. O repórter pergunta o que quiser e o entrevistado responde o que achar melhor.

Só que nada justifica o que foi feito. Nada.

E, diga-se, Leo Gomide é dos mais setoristas mais respeitos pela torcida atleticana, entende de futebol e sempre embasa suas perguntas com dados para o tom crítico que o bom repórter deve ter. Não faz assessoria de imprensa não.

Agora, está vetado de entrar na Cidade do Galo...

O destempero ganhou aprovação do clube com essa proibição do trabalho do repórter. Simplesmente absurda e lamentável e decisão do Atlético.

O técnico atleticano não apenas reagiu a uma suposta ofensa como  quer passar o clube em sua versão oficial. A confusão começa antes pelo destempero e impaciência do técnico com os questionamentos. Depois é que houve a reação ao que Oswaldo entendeu como um palavrão. Só quem estava lá pra ver o que foi dito nesta hora.

Oswaldo de Oliveira, para além dos trabalhos ruins que vem colecionando na carreira, tem nova chance de representar um dos maiores clubes do país e em nome desse deve ter o mínimo controle de suas ações.

Ser controlado, boa praça, fala mansa depois de ganhar do Democrata de Valadares e seu junta junta de destaques da região do Rio Doce é fácil né.

Infelizmente, a noite de quarta feira do Galo deu vergonha!

Repense Oswaldo. Suas atitudes, seus conceitos e seu trabalho.

Assim como sua paciência com críticas, o espaço no futebol tá ficando cada vez menor.

Por @allanpassus

sábado, 3 de fevereiro de 2018

VOLTA POR CIMA


Dois empates, uma derrota e apenas uma vitória. 5 pontos em 12 disputados. 5° colocado no campeonato mineiro. Esses são os números do inicio de temporada atleticano. Baseado nisso, a comissão técnica mudou o planejamento da pré-temporada, revezamento: uma partida com o titular, outra com o time reserva. Seguindo a ordem de revezamento no jogo contra a URT, o Galo iria com o time reserva, contudo devido ao baixo desempenho no início de Estadual a equipe titular estará em campo neste domingo.


O treinador Oswaldo de Oliveira não irá comandar o time contra a URT, neste domingo, às 19h30, em Patos de Minas. Ele fez  uma cirurgia dentária e só volta a dirigir o time do Atlético na partida da próxima quarta-feira, na estreia na Copa do Brasil e será substituido pelo auxiliar-técnico Luiz Alberto. Esse não será o único desfalque da equipe atleticana, Fábio Santo também não foi relacionado para o jogo por causa de uma amigdalite. Assim, o provável Galo é: Victor; Samuel Xavier. Leonardo Silva, Gabriel e Danilo; Arouca e Elias; Róger Guedes, Cazares e Otero; Ricardo Oliveira.

Após a partida o elenco alvinegro viaja para o Acre, onde enfrenta na quarta-feira o Atletico/AC pela Copa do Brasil. Luan e Tomás Andrade foram relacionados pela primeira vez pela comissão técnica e podem entrar no decorrer da partida. Luan fazia trabalho especifico de fortalecimento muscular e Tomás chegou após o inicio da pré-temporada e por isso ambos não haviam sido relacionados anteriormente.

Nesse período de revezamento algumas coisas ficaram muito claras para mim:

* O time titular do Galo é bom, nada além de bom.
* A diferença de qualidade entre os titulares e os reservas é um abismo. 
* Os garotos da base merecem oportunidades para serem testados.

O Galo passa por um momento de reestruturação da equipe e por isso qualquer avaliação nesse momento é precoce.
Ricardo Oliveira, por exemplo, foi contratado para ser o homem gol e vai em busca do primeiro nesse domingo.
Outra contratação que busca se firma é Roger Guedes, muito bem em sua estreia e um pouco apagado na ultima partida.





segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Num apaga não, Galo!


Nem como você fez diante do Patrocinense, entregando um jogo ganho na mão de um aguerrido mas muito inferior adversário. E muito menos apague da memória o que aconteceu neste domingo porque durante a temporada, enfrentando desafios muito mais fortes, esses vacilos vão custar ainda mais caro.

Num apaga não, Galo.


Seja por falta de concentração, vontade de matar o jogo ou mesmo um certo desleixo, não pode ceder um empate em casa dessa forma.

Fui ao campo, sei que estava muito calor. Quase insuportável na arquibancada, pior ainda pra quem corria em campo. Vi também que o gramado não estava nas melhores condições e isso atrapalhou um pouco as tentativas de troca de passes. 

Mas, além da óbvia igualdade de condição pros dois lados, a ida para o intervalo com um 2 a 0 favorável no placar, torna injustificável qualquer resultado adverso ao final dos 90 minutos.

Sei, ainda, que é início de trabalho e foi só o segundo jogo desta equipe principal. Mas é também esta uma escolha da comissão. Se existe ainda um desentrosamento, principalmente num ataque diferente pra 2018, também é um time livre dos desgastes dos jogos a cada três dias e dos gramados castigados do interior mineiro.

O Patrocinense é um time bem treinado, aguerrido, sem medo e com bons valores dentro de sua realidade. Mas é o Patrocinense.

Com o mínimo de concentração e postura, o Atlético tomaria naturalmente as rédeas do jogo. Fez em parte do primeiro tempo. Não jogou no segundo.

Oswaldo justificou a demora de mexer no time com a visão de que os titulares se meteram naquela situação e eles teriam que reagir. Não explica mexer no time aos 39 do segundo e colocar três jogadores.

Blanco, Marco Túlio e Bruno Roberto entraram cheios de vontade, mas bagunçados em termos de posicionamento e mais afobados que agudos. Culpa dos garotos? Lógico que não, quando entraram no jogo, ele acabou.

Cazares, ao ser substituído, chegou a ser vaiado. O torcedor, que tem direito de fazer o que quiser, é muito estranho também. Sequer achamos no mercado um camisa 10 pra brigar por posição, imagina se perdermos o titular?

O equatoriano, aliás, foi muito participativo e tentou. Não foi o melhor em campo, mas tentou.

É começo de ano, de trabalho, de time. Mas é no início que se ajusta e se aprende com erros para, de fato, evoluir na temporada.

Use bem suas escolhas nesse começo de Mineiro e o momento para crescer na sequência de 2018.

Num apaga não, Galo!

@allanpassus